A importância das reservas de óleo e gás no mercado de ações

Entrevistamos Rodrigo Siegle, aluno da 37ª turma do MBP, gerente no escritório de Den Haag, nos Países Baixos.

Sobre o aluno:
Turma: MBP 37

Formação:

. Bacharel em ciências contábeis pela UFF
. MBA em Petróleo & Gás pela COPPE/UFRJ

Perfil:

Bacharel em ciências contábeis pela UFF , o autor possui seis anos de experiência em auditoria independente na EY, uma das maiores do mundo no segmento, atualmente atuando como gerente no escritório de Den Haag, nos Países Baixos.

Durante os seis anos na EY o autor prestou serviços de auditoria a diversos players internacionais importantes da indústria petrolífera, tais como Shell, BG, BP, Sinochem, Sonangol, Rosneft, entre outros, acumulando valiosa experiência no setor; além de ter atuado como sênior no escritório da EY em Houston, Texas, importante região petrolífera.

Destaca-se ainda seu conhecimento acerca das normas contábeis brasileiras (BR GAAP), internacionais (IFRS) e estadunidenses (US GAAP); além de experiência relevante em companhias listadas nas bolsas de valores brasileira, norte-americana e europeia.

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Escolhi este tema porque desde que iniciei minha carreira, prestando serviços de auditoria a clientes brasileiros e internacionais de óleo e gás, verifiquei que as reservas sempre foram uma das principais métricas acompanhadas pelos investidores e também uma das formas mais comuns de se valorizar as petroleiras listadas em bolsa de valores. Além disso, o processo de estimativa destas reservas requer elevado grau de julgamento profissional, outro fator que me motivou.
Acredito que sim. Se olharmos para a última rodada de partilha da produção do pré-sal (4ª), foram arrecadados mais de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura apenas. Some-se a isso R$ 738 milhões em investimentos previstos somente durante a fase de exploração e mais de R$ 40 bilhões em receitas
previstas pela União, estados e municípios, de acordo com o diretor-geral da ANP.
Fonte: http://www.anp.gov.br/noticias/anp-e-p/4533-4-rodada-pre-sal-tem-r-738-milhoes-em-investimentos-previstos.
Entendo que os investimentos realizados por petroleiras estrangeiras são ótimos para o país como um todo, incluindo estados e municípios. Olhando novamente para a última rodada do pré-sal, os três blocos arrematados incluíram a participação de relevantes petroleiras estrangeiras, tais como
Chevron, Shell, Petrogal, Statoil, ExxonMobil e BP. Em outra notícia recente, o presidente da Shell no Brasil, André Araujo, afirmou que a companhia olha “com carinho” para a 5ª rodada do pré-sal, prevista para setembro deste ano. Por sua vez, a presidente da ExxonMobil no país, Carla Lacerda,
disse que sai contente da 4ª rodada e ressalta que em poucos meses saíram de dois blocos no Brasil para 25. Acredito que esta competição é saudável e traz resultados positivos para o Brasil, baixando os preços e beneficiando os consumidores, por exemplo. Entendo que estamos no caminho certo
para aumentarmos o investimento no setor petrolífero, ofertando diversas áreas através de leilões frequentes, estruturando nossa legislação tributária e regulatória, entre outras atividades.
Fonte: https://www.valor.com.br/empresas/5577927/shell-mira-5-rodada-do-pre-sal-e-exxon-chega-25-blocos-no-br

Em 2014, quando a operação lava-jato foi deflagrada, a Petrobras registrou o maior prejuízo entre as companhias brasileiras de capital aberto desde 1986, quase R$ 22 bilhões. O segundo lugar ficou com a OGX, apresentando prejuízo de R$ 17 bilhões. Em aspectos macroeconômicos, os impactos diretos e indiretos da operação lava-jato no país superaram R$ 140 bilhões e representaram uma perda de quase 2 milhões de empregos, na época. Porém, é importante ressaltar que jamais uma investigação deve ser freada meramente por aspectos econômicos. Neste sentido, a operação lavajato cumpriu com seu papel de investigar e punir os envolvidos neste escândalo pútrido de corrupção. Isto contribui também para a imagem do país como um todo, já que a impunidade passa a não ser mais uma realidade, ou pelo menos foi reduzida significativamente.
Fonte 1: https://oglobo.globo.com/economia/prejuizo-da-petrobras-o-maior-desde-1986-entre-empresas-brasileiras-decapital-aberto-15955944. Fonte 2: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/impacto-da-lava-jato-no-pib-podepassar-de-r-140-bilhoes-diz-estudo.html.

O MBP da COPPE/UFRJ foi fundamental para complementar meu conhecimento acerca da indústria petrolífera, principalmente no que se refere aos aspectos mais técnicos da atividade, que foram traduzidos pelo MBP para uma linguagem executiva. Os módulos relacionados a área financeira,
jurídica e de gerenciamento de projetos também foram importantes para consolidar meu conhecimento sobre aspectos que já possuía experiência.

 

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