Conheça o Diretor do Centro de Pesquisas da Statoil no Brasil, nosso ex-aluno

Entrevistamos Fabiano Garcia Lobato, aluno da 35ª turma do MBP, Gerente do Research Center Rio, o centro de pesquisa da Statoil no Brasil.

MBP_entrevistaSobre o aluno:
Turma: MBP 35

Currículo: Atualmente é o Diretor do Centro de Pesquisas da Statoil no Brasil, com a responsabilidade de estabelecer o Centro e definir/implementar a estrutura operacional. Antes da Statoil, trabalhou por 16 anos na Embraer SA, passando por várias áreas como Ante-projeto e Desenvolvimento Tecnológico.

Graduado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; mestre em engenharia mecânica-aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA; MBA em Gestão Empresarial pela FIA-USP; e MBA em Petróleo & Gás pelo MBP Coppe UFRJ.

Profissão: Diretor do Research Center Rio

A Statoil é uma empresa referência em desenvolvimento de tecnologia para o mercado de óleo e gás desde a sua fundação, já que teve de superar diversos desafios no Mar do Norte. Pesquisa está na história da Statoil, principalmente na busca por tecnologias e soluções para garantir eficiência de produção e recuperação avançada de petróleo. Nossos maiores centros de pesquisas ficam na Noruega, mas temos outros centros pelo mundo: China, EUA e Brasil.
Os argumentos levantados pelos lobistas do fraturamento hidráulico incluem os pontos nevrálgicos oriundos desse atual tempo de crise. Abordam os benefícios econômicos imediatos em escala individual, como a subida dos índices de emprego (juvenil) e renda local, assim como em escala nacional, prometendo, além da independência energética, o barateamento dos custos de fornecimento dessa mesma energia. Estes benefícios apontados poderiam culminar, inclusive, na substituição do petróleo como principal fonte de combustível para o setor de transportes, além de aumentar a capacidade do setor produtivo.
Fundado em 2011, o Research Center Rio da Statoil foge do ideal imaginado quando pensamos em um centro de pesquisas. No conceito desenvolvido pelo centro – Open Innovation – não há um laboratório com cientistas trabalhando, mas há fomento a esta atividade em empresas e universidades brasileiras que possuem os laboratórios onde a pesquisa é realizada. Ainda dentro deste conceito, pesquisadores noruegueses e brasileiros participam dos projetos garantido resultados superiores e transferencia de conhecimento. O campo de Peregrino, no qual a Statoil é operadora com 60% dos ativos (os outros 40% pertencem à Sinochem), produz óleo pesado com 14º API, além de uma viscosidade muito grande, o que requer que o óleo seja aquecido, passe por um processo de separação complicado, entre outras questões. Peregrino é o maior campo da Statoil fora da Noruega, então é muito importante para a companhia que ele tenha bons resultados. O campo pode ser encarado como o pontapé inicial das pesquisas da Statoil no Brasil, por conta da obrigação nos contratos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) com os concessionários para que 1% da receita bruta seja destinado para PD&I. A companhia enxergou mais que uma obrigação nessa cláusula, mas viu também uma possibilidade de expandir a visão de pesquisa no país.
O desenvolvimento de novas tecnologias e processos sempre visa uma melhoria de eficiência operacional, não deixando de ter como prioridade, no mínimo, a manutenção ou preferencialmente a melhoria das condições de segurança e do meio ambiente. Fatores como redução de CAPEX e OPEX também são fatores considerados nos planos dos projetos, principalmente no atual contexto em que a indústria de O&G se encontra.
A COPPE é uma das grandes parceiras da Statoil em pesquisas. Atualmente temos alguns projetos em desenvolvimento com a COPPE, são eles:
– Inversão híbrida para densidade, desenvolvido com os laboratórios Lab2M (Laboratório Multidisciplinar de Modelagem) e Nacad (Núcleo de Atendimento a Computação de Alto Desempenho).
– Modelagem, Simulação e Investigação Experimental de Coalescedores Eletrostáticos, desenvolvido com o LMSCP (Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos)
– Doris – Sistema Robótico Móvel para Inspeção Remota de Instalações Offshore – GSCAR (Grupo de Simulação e Controle em Automação e Rotótica)
– Polyflex – Avaliação da integridade estrutural de polímeros de linhas flexiveis NEO (Núcleo de Estruturas Oceânicas) e LPCM (Laboratorio de Processamento e Caracterização de Materiais)
Meu motivador principal para participar do MBP foi a necessidade de enxergar a indústria de O&G por uma perspectiva diferente. Através das discussões em aula, trabalhos e, principalmente, o network com outros profissionais, o curso trouxe para mim uma nova abordagem sobre a indústria. Além de aprofundar meus conhecimentos em áreas distantes da minha área de atuação na Statoil.

 

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